FLIEI promoveu Café Literário em Poá: uma tarde de poesia, arte e resistência cultural

Foto: Divulgação Pública enviada por Michele Doneda
☕📖 No dia 22 de fevereiro, Poá foi palco de um encontro especial: um café literário estilo americano, repleto de cultura, sorrisos e partilha. O evento, realizado na Rua Santa Luiza, 267 – Jardim Santa Luiza, contou com a organização da FLIEI (Clube do Livro e Sarau) e reuniu escritores, leitoras, artesãos e amantes da literatura em uma noite inesquecível.


📚 Literatura e Escritores Presentes

O sarau trouxe declamações de poesias, contos e poemas, além de momentos de interação como bingo e sorteios. Entre os escritores presentes estavam:

  • Luka Magalhães, editor da Archangelus Editorial
  • Samira Nelani, escritora
  • Sirley José Mendes, escritor
  • Solange Borges, escritora e professora de Origami
  • Michele Vieira Ribeiro Doneda, escritora
  • Zenaide dos Santos S. Aguilar jornalista, autora Acompanhada de seu esposo Jhon J.S.A

👩‍🎓 Leitoras e Participantes

A força da leitura também se fez presente com as leitoras: Porfiria, Marina, Geralda, Gilda, Margarette e Ivonete Veríssimo Santiago, artesã de Suzano, que encantou com sua participação.

De forma remota, a artesã Cleide Toledo, presidente da Federação dos Artesãos do Estado de São Paulo (FEAESP/FEAPESP), também marcou presença. Cleide atua como vice-presidente da Confederação Nacional de Artesãos (CONART) e é reconhecida por promover o setor por meio de curadorias, projetos e articulação política.


🎶 Cultura, Arte e Conexão

O evento foi mais que um café literário: foi um espaço de troca cultural e comunitária, onde poesia, música e artesanato se encontraram para celebrar a diversidade e a criatividade. Cada participante contribuiu para transformar a noite em um verdadeiro mosaico de talentos e afetos.


✍️ Poesia Recitada

Um dos momentos marcantes da noite foi a declamação feita por Luka Magalhães, que trouxe ao público a poesia “Desse Fruto”, do autor Akira Yamasaki:

Tem gente por aí vivendo que nem bicho
Fuçando comida na lata do lixo

Irmã gêmea da loucura
Dois gritos na noite escura
É gente dormindo debaixo do viaduto
E comendo a parte mais podre do fruto

É gente que nem parece que é gente
Mas que a gente sabe que é gente

Também tem gente por aí vivendo que nem gente
Guardando o seu ouro a unha e dente

Trancando as portas sem saber que na rua
Sangra as costas ferida sua
É gente engordando por cima do fruto
E atirando a parte mais podre no lixo
No lixo

É gente que até parece que é gente
Mas que a gente sabe que é bicho

A força dos versos ecoou no espaço, trazendo reflexão sobre desigualdade, humanidade e solidariedade.


🌟 Um marco para Poá

O Café Literário e Sarau realizado pela FLIEI reforça a importância de iniciativas que aproximam escritores, leitores e artistas, criando pontes entre gerações e fortalecendo a identidade cultural da cidade. O autor Sirley José Mendes deixou todos entusiasmados com sua leitura e a revelação antecipada de sua mais nova obra literária. 

Mais do que um encontro, foi um ato de resistência cultural, que ficará marcado na memória dos presentes e na história de Poá. 


Poesia declamada pela autora Samira. E quem diria Maria- sem-vergonha é o nome de uma flor.

Foto: Divulgação Pública enviada por Samira  Nelani
📌 Este artigo integra a cobertura especial do New Art Cultura, dedicada a eventos que promovem literatura, arte e protagonismo comunitário.

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista

Um comentário:

  1. E uma alegria ter a literatura em nossas vidas, que possamos realizar mais encontros como este na nossa cidade.

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