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| Foto: Divulgação Pública enviada por Valéria Estevam |
Abertura com Altas Autoridades e Campanha Nacional
A cerimônia de abertura foi marcada pela participação do presidente Lula, da primeira-dama Janja da Silva e da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que enfatizou a urgência de uma mobilização coletiva. "Precisamos de uma articulação entre governo, sociedade e homens para mudar a cultura da violência", declarou Hoffmann, ao lançar a campanha "Todos Juntos por Todas", resposta direta aos alarmantes índices de feminicídios no país.
Entre os eixos debatidos, destacou-se o papel dos homens na prevenção da violência de gênero, estratégias de disputa narrativa e políticas integradas para proteção de meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.
Iya Andréia: Voz das Periferias no Palácio
Iya Andréia D'Yemonjá, representando as mulheres periféricas de São Paulo, compartilhou a experiência do CIMBAJU, consórcio comunitário que organiza proteção coletiva contra violência doméstica. Sua intervenção enfatizou ações concretas de conscientização sobre violência de gênero, saúde reprodutiva e empoderamento econômico, unindo sabedoria ancestral a políticas públicas.
Ao lado de outras lideranças femininas de peso – Iaralene Galisi, Jack Rocha, Ya Sandrali Bueno, Narubia Werreria (líder indígena do povo Iny), Dra. Rosângela, Dra. Marcela Moraes e Dr. Fábio Nascimento –, Iya Andréia elevou o debate com perspectivas locais das comunidades vulneráveis.
Painel de Lideranças: Diversidade em Ação
Resultados e Compromissos Firmados
O seminário resultou em oito compromissos nacionais:
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Rede de CIMBAJU replicada em 27 capitais
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Protocolos de medicina ancestral para vítimas de violência
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Campanha masculina contra feminicídio nas escolas
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Fundo emergencial para mulheres em situação de risco
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Monitoramento mensal de indicadores por estado
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Formação de 10 mil agentes comunitários
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Disputa de narrativas nas redes sociais
Legislação específica para feminicídio religioso
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| Foto: Divulgação Pública enviada por Valéria Estevam |
A presença de Iya Andréia no Planalto simboliza a chegada das vozes periféricas aos centros de decisão. "Quando a Mãe d'Água senta à mesa com o Presidente, as políticas ganham o coração das comunidades", declarou a liderança após o evento.
O seminário reforçou que o enfrentamento ao feminicídio exige responsabilidade coletiva: homens como aliados, empresas como financiadoras, lideranças tradicionais como guardiãs e governo como articulador. Com 8.500 feminicídios registrados desde 2022, o Brasil deu um passo decisivo rumo à proteção integral das mulheres.
"Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres" não foi apenas um evento – foi o início de uma articulação nacional que conecta Planalto, periferias e povos ancestrais na luta por dignidade feminina.
Assessoria de Imprensa Instituto Ecoar | Guarulhos São Paulo, 10/03/2026
Zenaide dos Santos S. Aguilar
























