Biseladoras de tubos: Alianza celebra 25 anos de tecnologia francesa

Foto: Divulgação Pública enviada por Marina Atzei
A Alianza oferece as máquinas da marca Protem, de origem francesa, e soluções para corte, chanframento e soldagem orbital, com foco em processos mais ágeis e eficientes para pipeshops e operações industriais.

Em operações industriais, tempo, precisão e produtividade pesam diretamente no custo final. Por isso, a tecnologia aplicada à preparação de tubos ganha cada vez mais espaço no setor.
Nesse cenário, a Alianza completa 25 anos de atuação, oferecendo soluções para corte, biselamento, chanframento e soldagem orbital de tubos de aço.


A Alianza comercializa no Brasil as máquinas Protem, produzidas na França e projetadas para aplicações que exigem alto grau de precisão e produtividade. Entre os principais diferenciais estão equipamentos que executam corte e chanframento em uma única operação, o que reduz as etapas de preparação dos tubos.


Produtividade, precisão e menos etapas


Um dos destaques do portfólio da Alianza é a linha Protem MF, indicada especialmente para pipeshops e oficinas de pré-fabricação. O equipamento faz o corte e o chanframento nas duas extremidades do tubo, reunindo várias etapas do processo em uma só operação.
Na prática, isso pode resultar em uma produção mais organizada, com menos movimentação de tubos dentro da fábrica e maior eficiência operacional.


Além da linha MF, a Alianza trabalha com outros modelos da marca Protem, desenvolvidos para necessidades específicas da indústria:


• Protem TT: equipamentos para operações de corte e chanframento.
• Protem US: linha para chanframento de tubos de cerca de 6 a 24 polegadas, com possibilidade de adaptação para diâmetros de até 36 polegadas.
• Protem TNO: equipamentos para aplicações com tubos de grande espessura, incluindo paredes de até 50 mm.


Contato: alianza.ind.br | cf@aliaexpo.com | (11) 2671-8256 | (21) 99524-7600


Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista

Marina Atzei internacionaliza método do luxo óptico em palestras pelo mundo

Foto: Divulgação Pública enviada por Luana Atzei
Com 26 anos de atuação consolidada no mercado óptico de luxo, a executiva e consultora Marina Atzei vive um novo marco em sua carreira internacional. Após construir uma trajetória entre o Brasil, a Itália e outros sete países, Marina amplia o escopo de suas soluções de auditoria estratégica e capacitação executiva para empresas dos mais diversos segmentos comerciais.

Destaque Internacional na América Latina


Reforçando sua autoridade e projeção na América Latina, um dos capítulos mais recentes dessa trajetória internacional aconteceu no Peru, onde Marina realizou sua mais recente palestra e dividiu o palco com Jorge González Izquierdo, economista, professor emérito da Universidad del Pacífico e ex-ministro de Trabalho e Promoção Social do Peru. O encontro simboliza a união entre visão macroeconômica e a prática do ecossistema de vendas e gestão no varejo.

Visão Sistêmica e Auditoria Estratégica


Filha de mãe brasileira e pai italiano, Marina acumulou cerca de três décadas de vivência multicultural, atuando como Brand Manager, auditora de operações e desenvolvedora de negócios. Essa bagagem permitiu a criação de uma metodologia própria focada em responder a uma questão crucial para os negócios: o que realmente impede uma empresa de crescer?

Para a especialista, os gargalos de faturamento raramente estão apenas nos preços ou nos produtos, mas sim na ausência de padronização, em falhas nos processos internos e na falta de direcionamento das equipes. Sua atuação por meio da auditoria estratégica analisa detalhadamente o comportamento dos times, a exposição de marca, o conhecimento técnico e a experiência do cliente.

Do Setor Óptico para o Varejo Geral


Após décadas otimizando o desempenho de óticas e marcas globais de moda e luxo, a executiva identificou que os desafios operacionais e de gestão se repetem em negócios de variados nichos.

"Muitas vezes, empresários e gestores estão tão mergulhados no dia a dia da operação que deixam de enxergar falhas simples e grandes oportunidades. Auditar uma empresa não significa apenas apontar erros, mas descobrir caminhos reais de evolução através das pessoas", destaca Marina Atzei.

Capital Humano no Centro da Estratégia


Com foco em transformar atendimento em relacionamento de longo prazo, a metodologia de Marina reforça que a tecnologia e a infraestrutura dependem fundamentalmente das pessoas para gerar resultados. Por meio de treinamentos dinâmicos e consultorias customizadas, a especialista segue capacitando equipes e apoiando líderes a enxergarem o que a rotina tornou invisível, levando a transformação corporativa a novos mercados.

SOBRE MARINA ATZEI


Marina Atzei é consultora, palestrante e especialista em gestão, auditoria estratégica e treinamento para o mercado óptico de luxo. Com 26 anos de experiência profissional e mais de 30 anos de vivência internacional, desenvolve soluções focadas no aprimoramento de processos, capacitação de equipes e aceleração de vendas na América Latina e Europa.

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista

Viviana Rivera CEO de Empoderadas Diversas Receberam Prêmio da Junta de Assuntos Hispânicos de Miami-Dade no Hispanic Heritage Kickoff 2

Foto: Divulgação Pública enviada por Viviana Rivera Jornalista
Ontem, dia 15 de setembro de 2026, no marco do início do Mês da Herança Hispânica, celebrou-se, pela segunda vez consecutiva, o Hispanic Heritage Kickoff, organizado por Viviana Rivera, Diana Sánchez, Eccehomo Guzmán e o Condado de Miami-Dade.

O evento, foi realizado no Stephen P. Clark Center, reunindo mais de 400 pessoas e lhes proporcionou um espaço de encontro com personalidades de destaque, líderes, empresários, artistas e representantes da comunidade civil. É importante esclarecer que este evento é o Kickoff oficial do Condado. Neste contexto, o Poder 360 Podcast, projeto liderado por Mélida Orozco, iniciou uma nova etapa. Fundamental estabelecer que o PODER 360 é o nome do grupo de aliança entre Empoderadas Diversas e Empresários Sin Fronteras, duas forças que se unem com um mesmo propósito.

Como Community Partners (Parceiros oficiais), do Condado de Miami-Dade, pela segunda vez consecutiva, tornando isso possível Unidos: Empoderadas Diversas, Museo Empresarial y Cultural Colombia e Punto de Encuentro, sob a liderança de Viviana Rivera, Diana Sánchez e Eccehomo Guzmán. Em sua quarta edição, Empoderadas Diversas chega mais poderosa que nunca. “Ressaltou a CEO Viviana, não somos um grupo por acaso: somos mulheres empresárias, estruturadas, que gerenciaram projetos, mulheres de imenso valor”.


Destaque: O Prêmio e Seus Reconhecimentos

O momento culminante da noite foi a entrega do prêmio concedido pela Junta de Assuntos Hispânicos do Condado de Miami-Dade, (Hispanic Affairs Advisory Board) a Viviana Rivera, em reconhecimento a sua liderança e ao impacto comunitário da Plataforma Empoderadas Diversas.

Adicionalmente, foram entregues reconhecimentos a toda a equipe de Empoderadas Diversas que tornou possível este segundo ano consecutivo como Community Partners.

Contamos com a presença fundamental de:

  • Marta Rojas

    Claudia Calle

    Claudia Martínez

    María Velandia

    Norma Llorente

    Sirley Cardona

    Astrid Valderrama

    Mélida Orozco

    Mariana Santos

    Jimmy Asprilla

    E nossa embaixadora cultural internacional, Zenaide dos Santos S. Aguilar, acompanhando desde o Brasil.


  • Foto: Divulgação Pública enviada por Viviana Rivera Jornalista

Foto: Divulgação Pública enviada por Viviana Rivera Jornalista
                                                                           

Nasceu Uma Plataforma Com Visão Internacional

"Deste cenário nasceu uma plataforma dedicada a contar histórias, destacar talentos, dar visibilidade a quem constrói e contribui para a nossa sociedade", frisou Viviana. "O Poder 360 nasce com a visão de se expandir internacionalmente, levando essas vozes muito além das nossas fronteiras."

Junto a Sin Fronteras, ao Poder 360, a revista impressa, representam duas plataformas de comunicação com um mesmo propósito: dar visibilidade, criar oportunidades e projetar o talento hispano para o mundo.

Com base em:

  • Liderança feminina hispana nos EUA e fora dele

  • Reconhecimento oficial do governo local (Condado de Miami-Dade), dentre outros

  • Aliança estratégica entre organizações comunitárias

  • Projeção internacional de iniciativas latinas e apoiadores

  • Empoderamento econômico e cultural de mulheres empresárias

  • Eventos oficiais do governo do Condado de Miami-Dade

  • Lançamento de plataforma de comunicação, e revista com alcance internacional


Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista

Autor best-seller Junior Rostirola visita o Espaço Leia Mais na Bienal 2026

Foto: Divulgação Pública enviada por Cilene Lima
O autor best-seller Junior Rostirola marcou presença no Espaço Leia Mais durante a Bienal do Livro 2026, em São Paulo. Durante a visita, ele comprou o livro Tem um Monstro na Minha Cabeça, do autor Prosinha (Plínio Macedo), associado do Espaço Leia Mais. O momento foi registrado em fotografia ao lado de Luciane Eva Gomes, mãe de Murilo Eva, o ilustrador mirim da obra de Prosinha.

Sobre o Livro: 


Tem um Monstro na Minha Cabeça, de Prosinha (Plínio Macedo).

Já imaginou descobrir que há um monstro escondido bem no topo da sua cabeça? É exatamente isso que acontece com Beatriz, a protagonista desta história encantadora escrita por Prosinha (Plínio Macedo) e ilustrada pelo talentoso jovem Murilo Eva.
O que começa como um pequeno incômodo nos cabelos de Beatriz rapidamente se transforma em uma grande aventura imaginativa. Convencida de que um monstro mora em sua cabeça, a menina enfrenta medos, dúvidas e curiosidades, até que uma descoberta surpreendente muda tudo.
Com linguagem acessível, humor delicado e ilustrações que dão vida à narrativa,
Tem um Monstro na Minha Cabeça transforma uma situação cotidiana da infância em uma reflexão sensível sobre coragem, amizade e o cuidado em conhecer a verdade antes de julgar. Uma leitura divertida e emocionante para crianças (e adultos) que acreditam no poder da imaginação.

O Espaço Leia Mais se destacou na Bienal

O Espaço Leia Mais teve grande destaque na Bienal. Entre as atrações, recebeu exemplares de autores colombianos da Editorial Punto Y Coma, apresentados pela Embaixadora Literária no Brasil, a jornalista e autora Zenaide dos Santos S. Aguilar.
Cilene Lima, CEO do Espaço Leia Mais, também organizou o
Prêmio Livro Destaque na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, e homenageou os 7 Melhores Autores em 7 gêneros literários. A escolha foi feita por votação popular. A premiação aconteceu no dia 11 de setembro, às 17 h, no Auditório da feira.

Um pouco mais sobre Junior Rostirola

Junior Rostirola fundou uma igreja após superar um passado marcado pela violência e hoje fatura com o devocional Café com Deus Pai. Aos 13 anos, Domingos Rostirola Junior vivia um verdadeiro inferno pessoal. Em casa, o pai alcoólatra era agressivo, inclusive com o próprio Junior. Na escola, apanhava dos colegas, situação que o levou a abandonar os estudos ainda cedo.

Foi uma vizinha quem mudou o rumo de sua história, ao convidá-lo para conhecer o louvor na Igreja do Evangelho Quadrangular, em Itajaí, cidade de Santa Catarina onde nasceu e ainda vive. “Quando cheguei lá e ouvi a música, me senti em casa pela primeira vez na vida”, relembra.

Uma herança de violência

Bisneto de um imigrante italiano por parte de pai, Junior conta que o comportamento agressivo atravessou gerações: o bisavô batia na bisavó, o avô repetiu o padrão e o pai deu continuidade ao ciclo. Em razão das agressões durante as gestações, sua mãe chegou a perder três gestações antes de adotar uma menina, e só depois conseguiu ter mais três filhos em segurança. Junior é o caçula e único homem entre os irmãos de uma família marcada por décadas de abuso.

No leito de morte, já debilitado pelo alcoolismo, o pai pediu perdão. “Deus tocou nele ali, eu senti”, diz o pastor em entrevistas.

Da bicicleta capenga ao altar

Numa trajetória de superação digna de um filme gospel, Rostirola encontrou na igreja o alicerce que lhe faltava. Ia sozinho, todos os dias, aos cultos, cruzando vários bairros de bicicleta e enfrentando o risco de encontrar valentões pelo caminho. Foi ali que reuniu forças para retomar os estudos.

Enquanto se sustentava com bicos de atendente de bar e ajudante de pedreiro, conheceu Michelle em um dos cultos. Os dois se casaram, tiveram dois filhos e, mais tarde, Junior se formou em teologia. Com uma herança recebida pela esposa, o casal reuniu recursos para fundar a própria igreja, a Reviver, que hoje conta com sete mil fiéis em Itajaí.

De pastor a autor best-seller

Foi esse passado de dor que inspirou Júnior Rostirola, hoje conhecido simplesmente pelo nome artístico, a escrever Café com Deus Pai, devocional que propõe ao leitor reservar um momento diário para se conectar com Deus.

Lançada há poucas semanas, a edição de 2024 da obra chega agora pelo selo Vélos, editora criada pelo próprio autor para publicar seus livros. Segundo levantamento, a nova versão já soma 180 mil exemplares vendidos.


Informações do Espaço Leia Mais na Bienal

Local: Rua E – Stand 10, Distrito Anhembi, São Paulo
Período: de 3 a 13 de setembro de 2026

Eliz Godoy Escritora, Poetisa, Advogada e Celebrante na Bienal Internacional di Livro de 2026

Foto: Divulgação Pública enviada por Eliz Godoy. Espaço Mágico de Oz
Eliz esteve na Bienal Internacional do Livro, no Espaço Mágico de Oz, no Espaço Literarte, no Espaço Ga EB.

Há mais de quatro décadas transformando memórias em palavras e celebrando momentos únicos. Autora de "Memórias de Salê" e membro de quatro Academias de Letras.

Seis livros infantis, três de memórias, um conto e coautora em 60 coletâneas. 

Aqui está uma versão revisada e reescrita da biografia da Eliz Godoy, mantendo todos os fatos e a essência emocional, mas com uma narrativa mais fluida e literária:

Eliz Godoy: Uma Trajetória de Fé e Superação

Desde os 12 anos, Eliz já conciliava os estudos com o trabalho na metalúrgica do pai. Aos 17, concluiu o curso técnico em Publicidade e Propaganda e ingressou na Faculdade de Comunicação da UMC, formando-se em Relações Públicas. Seu projeto experimental foi reconhecido pela ABRP como o melhor da área governamental em 1983.

Apesar do amor pela profissão, as dificuldades financeiras do setor a levaram a buscar novos caminhos no Direito. Cursou a faculdade na UBC enquanto administrava uma fábrica de brinquedos em Salesópolis, uma rotina que começava às 6h e seguia direto para as aulas. Um acidente sério, que lhe feriu o rosto e fraturou a perna, não foi suficiente para interromper sua jornada: formou-se em 1988.

Com o nascimento dos filhos Milton Megaròn e Pedro Raoni, Eliz afastou-se da carreira por dois anos. Ainda bebê, com apenas 25 dias de vida, seu primeiro filho esteve ao seu lado na Colação de Grau; aos 5 meses, acompanhou-a também no Exame da Ordem. Já separada em 1992, montou seu primeiro escritório com móveis usados, sustentando os filhos sozinha e enfrentando as dificuldades com determinação.

Em 1995, conheceu Aristides Jacob Alvares, o amor de sua vida, com quem teve a filha Eliaris Raíra em 1996. Juntos, formaram uma família com cinco filhos sob seus cuidados, até que ele faleceu em 2006, deixando Eliz à frente da criação de três filhos, dois enteados e um neto.

A vida a testou novamente em 2013, quando enfrentou depressão e síndrome do pânico, reflexo de anos equilibrando lar, trabalho e educação dos filhos sozinha. Em 2014, um novo acidente fraturou seu pescoço e o braço esquerdo, resultando em quase um mês de internação na UTI e um ano imobilizada em um colete ortopédico. Ao reaprender a andar e a se alimentar, descobriu que seus maiores desejos, naquele momento, eram simples: dormir de lado e tomar banho sem ajuda.

Em 2022, a fibromialgia trouxe novas dores à sua trajetória, mas o tratamento adequado permitiu que retomasse uma vida plena e feliz. Aos 63 anos, Eliz jamais perdeu a fé que carrega desde a infância. Hoje, realizada como mãe, mulher de fé e escritora, finalmente dá vida às obras que guardou por anos em seus arquivos.

Foto: Divulgação Pública enviada por Eliz Godoy. Espaço Literarte

Foto: Divulgação Pública enviada por Eliz Godoy. Espaço GA EB
Feliz, independente, viajante — essa é Eliz Godoy este é seu jargão!

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar Jornalista

A ALI na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026


Foto: Publicação Pública enviada por Nilza Amélia
No último dia 08 de setembro, a Academia de Letras de Itaquaquecetuba (ALI) viveu um momento histórico: marcou presença na Bienal Internacional do Livro, um dos maiores e mais importantes eventos literários do país.

A participação aconteceu no estande do GAEB, (Grupo Associado de Escritores Brasileiros), localizado na Rua J, Travessa 11, Travessas Literária, espaço que reuniu escritores de diversas regiões do Brasil em torno de um mesmo propósito: celebrar e difundir a literatura nacional.

Um dia de conexões e celebração literária

O estande recebeu visitantes ao longo de todo o dia, e a energia foi contagiante. Livros de nossos autores foram expostos e comercializados, e o público pôde ainda participar de uma sessão de autógrafos, momento sempre especial de aproximação entre escritores e leitores.

Mais do que vendas e exposição, o dia foi marcado por trocas genuínas: encontros, conversas, novas parcerias e o fortalecimento de laços entre autores que compartilham a mesma paixão pela palavra escrita.

Nilza Amélia brilha e leva o nome de Itaquá ao Brasil

O destaque da jornada ficou por conta de nossa querida madrinha, Nilza Amélia, que foi entrevistada pela imprensa oficial da Bienal para falar sobre literatura infantil. Com sensibilidade e propriedade, ela representou com brilhantismo não apenas a ALI, mas toda a cidade de Itaquaquecetuba, levando nosso nome para os quatro cantos do país. 

Sua presença reforça a importância de valorizar vozes que dedicam suas carreiras a formar pequenos leitores e a manter viva a magia da literatura infantil.

A força literária de Itaquaquecetuba em evidência

Ver nossos escritores lado a lado com seus livros, em um dos palcos mais relevantes da literatura brasileira, é motivo de orgulho para toda a nossa comunidade. Cada obra exposta carrega histórias de dedicação, persistência e amor pelas letras, e mostrar isso na Bienal é uma forma de provar que a literatura produzida em Itaquaquecetuba tem, sim, espaço e relevância no cenário nacional.

Que este seja apenas o primeiro de muitos passos rumo a novos palcos, novas conquistas e novas histórias contadas pelos talentos da nossa cidade.

Autores Acadêmicos Presentes:

Aline Marques Dias 

Icelida Alves Pereira 

Inez de Souza Martins 

Lidiane M. Weiler Souza 

Lourdes Antonia Vicente 

Maria de Lourdes T. Nishimura 

Nilza Amelia de Sousa

Rubens Junior da Silva 

Sandra Regina dos Santos

Rubens Júnior da Silva

Elizeth Marcia de Godoy Álvares 

Alessandra Marques Dias


#ALInaBienal

 #BienalDoLivro 

#AcademiaDeLetrasDeItaquaquecetuba 

#GAEB

 #LiteraturaInfantil

 #Itaquaquecetuba

 #EscritoresDeItaqua

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Brasil Punto Y Coma Cruza Fronteras: Colombia no mundo

Foto: Divulgación Pública enviada por Andree V Carvajal
Reconocimiento: Nos llena de orgullo compartir nuestra presencia en la 28.ª Bienal Internacional del Libro de São Paulo, Brasil. 📖✨, por Andrea Villa Carvajal escritora y administradora del site Punto y Valentina Tobón.

Gracias a Zenaide dos Santos S. Aguilar por ser parte de este importante encuentro y por llevar consigo la voz de nuestros escritores y la literatura latinoamericana. Gracias Cilene Lima por el espacio.  Una mujer que hoy se convierte en puente entre Brasil, Colombia y la literatura latinoamericana. 

Nuestros autores y sus historias siguen llegando a nuevos escenarios, demostrando que la literatura colombiana tiene mucho que contarle al mundo. ✍️🌎📚

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📖✨ Historias que tocan vidas ✨

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#Libros

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#LiteraturaQueConstruyePuentes 

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Itaquaquecetuba: Celebrando 466 anos de história, cultura e memória

Foto: Divulgação Pública envia por Nilza Amélia
Algumas curiosidades sobre Itaquaquecetuba, cidade da região metropolitana de São Paulo: 

Origem do nome

O nome vem do tupi e significa "lugar abundante de taquaras-faca", um tipo de taquara cujos ramos cortantes eram usados para fazer facas e navalhas, em referência a um grande taquaral que existia às margens do rio Tietê. A palavra é formada pela junção de taquara (ta'kwar), faca (kysé) e lugar abundante (tyba/tuba).

 Fundação histórica

A cidade foi fundada em 8 de setembro de 1560 pelo padre José de Anchieta, sendo antes uma aldeia indígena. O município nasceu a partir de uma das 12 aldeias fundadas pelo jesuíta.

Trópico de Capricórnio

Uma curiosidade geográfica marcante: por seu território passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio.

Emancipação política

Antigo distrito de Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba foi emancipada em 1953, tornando-se município independente.

Vocação industrial

Hoje é um polo industrial com cerca de 760 indústrias, e é conhecida por uma indústria diversificada e um setor de comércio forte, sendo o terceiro município mais populoso do Alto Tietê.

Ferrovia e desenvolvimento

A presença da Estrada de Ferro Central do Brasil foi um dos fatores que ajudaram no desenvolvimento e crescimento do município.

Apelido carinhoso

A cidade é carinhosamente chamada de "Itaquá" pelos moradores.

Com muita honra eu  Zenaide, académica na Academia de Letras a ALI, ocupando a Cadeira 30, tendo como Patronesse a grande escritora Hilda Hilst. 

🕊️🌿Parabenizo Itaquaquecetuba (1560–2026) por seus 466 anos, você segue escrevendo sua própria história através das letras, da arte e das vozes que representam nossa gente, nosso Brasil. 💛💚

💬 E você, já conhecia a Academia de Letras de Itaquaquecetuba?

👉 Marque aquele amigo(a) que ama história, literatura e cultura!

❤️ Deixe seu comentário parabenizando a cidade. 

🔄 Compartilhe para valorizar quem transforma palavras em legado.

Confira: https://vt.tiktok.com/ZSq5FK7ve/

#AcademiaDeLetrasdeItaquaquecetuba 

#Itaquaquecetuba466Anos 

#CulturaEIdentidade

 #LiteraturaBrasileira 

#JornalistaZenaide

Zenaide dos Santos S. Aguilar: Promove Intercâmbio Literário entre Brasil e América Latina na Bienal 2026 no Espaço Leia Mais

Foto: Divulgação Pública enviada por Cilene Lima
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 foi palco, no dia 07 de setembro, de um momento marcante para a literatura nacional e internacional. A escritora e jornalista Zenaide dos Santos S. Aguilar realizou sua sessão de autógrafos às 19h, com os livros Letras e Tramas da Editora Arpilhera, em um encontro caloroso com leitores, amigos e visitantes que prestigiaram sua trajetória literária e jornalística.

Em um marco de sua carreira internacional, Zenaide, que atua como Embaixadora Institucional Literária, representante no Brasil da Editorial Punto y Coma, da Colômbia, apresentou oficialmente alguns dos livros internacionais da editora, à CEO do Espaço Leia Mais, Cilene Lima, fortalecendo o intercâmbio literário entre Brasil e Colômbia e abrindo novas pontes para a literatura latino-americana.

Dentre os autores:

Óscar Uribe, autor de "Cazi Reflexiones".
Gustavo Pacheco Castro, autor de "Mundo de Rosas".
María Cristina Gavíría Castro, autora de "La Lengua Muy Larga y la Prudencia Muy Corta".
Olga Lucía Montoya Duque, autora de "Cicatrices Invisibles".
Camilo Pajoy, autor de "Escritos de un Soldado", En el Amor y La Soledad
Juan Camilo Pérez, autor de "Kilómetros Atrás, un Viaje por América"

Outro ponto alto do dia foi o encontro com representantes da AJEB (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil), que também celebravam o lançamento de suas coletâneas literárias: Menina Mulher – Cheiro e Sabor do Pará, organizada por Izabel Gadelha e Isabel Cristina, e Rondônia em Poesia, com a participação de ajebianas de diversos estados. Na ocasião, Zenaide confraternizou com presidentes, coordenadoras e membras da instituição vindas de várias regiões do país.

Entre as presentes estavam:

  • Irislene Castelo Branco Morato — Presidente Nacional da AJEB
  • Isabel Cristina — Presidente da AJEB Rondônia
  • Izabel Gadelha — Presidente da AJEB Pará
  • Dalila Lubiana — Presidente da AJEB Espírito Santo, além de outras presidentes e representantes estaduais da associação.

O encontro simbolizou a força, a união e o protagonismo feminino na literatura e no jornalismo brasileiro.

A participação de Zenaide dos Santos S. Aguilar na Bienal 2026 reafirma seu compromisso com a difusão da leitura, a valorização da mulher escritora e a internacionalização da literatura brasileira.


Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista

Voz feminina baiana: Lísias Azevedo conquista Prêmio Nacional e ganha palco na Bienal de São Paulo

Foto: Divulgação Pública envia por Izabel Cristina
A escritora baiana Lísias Azevedo vai participar da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, ao lado de outras autoras baianas, levando sua produção literária a um dos maiores encontros do setor editorial do país.

Presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Seccional Bahia (AJEB-BA), escritora e gestora cultural, Lísias vai apresentar sua obra durante o evento e viver um momento especial de sua trajetória: receber dois importantes reconhecimentos conquistados no I Concurso Literário da AJEB Nacional.

Para a escritora, o momento representa mais uma conquista em sua caminhada literária — sobretudo pela oportunidade de apresentar sua obra, encontrar outras autoras e celebrar o reconhecimento de textos que carregam sua identidade e sua história.

Entre livros, palavras e reconhecimentos, Lísias Azevedo segue levando a literatura baiana para novos espaços e fortalecendo a presença das mulheres da Bahia no cenário literário nacional.

Fonte: Izabel Cristina jornalista

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista Colunista

Eloizo Durães: uma trajetória entre o empreendedorismo, a literatura e a transformação social

Foto: Divulgação Pública enviada por Izabel Cristina jornalista
A trajetória de Eloizo Gomes Afonso Durães é marcada pelo encontro entre visão empreendedora, sensibilidade humana e compromisso com a transformação social. Sua história começou no mundo dos negócios, especialmente no setor de alimentação, onde construiu operações sólidas, pautadas por qualidade, eficiência e expansão estratégica. Com trabalho, planejamento e perseverança, conquistou posição de destaque em um dos segmentos mais relevantes da economia brasileira.

Mas sua trajetória ultrapassa os limites do universo corporativo. Desde o início dos anos 2000, Durães passou a dedicar parte de seus esforços à criação de oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade. Em 2003, já com uma de suas empresas consolidada, deu início a um projeto de inclusão digital voltado a crianças e adolescentes, oferecendo cursos básicos de informática. A iniciativa nasceu da percepção de necessidades concretas da comunidade e revelou, desde cedo, que o conhecimento poderia ser uma poderosa ferramenta de transformação.

Com o crescimento do projeto e o aumento da demanda, Eloizo formalizou a criação da Fundação Gentil Afonso Durães. A entidade sem fins lucrativos ampliou o alcance das ações e passou a atuar em diferentes frentes, educação, reforço escolar, inclusão digital, atividades culturais, assistência alimentar e apoio à saúde. Ao perceber que muitos dos jovens atendidos ainda não eram alfabetizados, ele adaptou os programas para incluir também a educação básica, demonstrando sensibilidade para compreender a realidade das comunidades e ajustar suas iniciativas às necessidades reais de quem buscava ajudar.

Ao longo dos anos, os projetos sociais se expandiram para diferentes regiões do país, alcançando estados como Maranhão, Paraíba e Pernambuco, expansão que revela não apenas a dimensão do trabalho, mas a convicção de que ações organizadas e contínuas são capazes de gerar impactos duradouros. Para Durães, desenvolvimento empresarial e responsabilidade social nunca estiveram em lados opostos: pelo contrário, o sucesso deveria ser instrumento para promover dignidade, conhecimento e novas perspectivas de vida.

Paralelamente à atuação empresarial e social, Eloizo também construiu uma trajetória sólida na literatura. Em seus livros, explora temas como sentimentos, fé, liberdade, identidade, esperança, trabalho e experiências humanas. Obras como Poesias Incompletas, Poesias da América, Histórias e Poesias, Caminhos, Poesias e Liberdade, No Amor e na Alma, Embaixo do Sol, Eu Sou João Pires, Na Fé do Caminho e Café, Suor e Lágrimas, Um Sonho Quase Perfeito revelam seu interesse em registrar reflexões e compartilhar aprendizados de vida. Participou ainda como coautor da obra O Poder de uma História, reafirmando sua ligação com a cultura e com a força transformadora da narrativa.

A vida de Eloizo Gomes Afonso Durães mostra como diferentes dimensões podem se complementar: começou no empreendedorismo, conquistou reconhecimento no meio empresarial e, ao longo do caminho, ampliou sua atuação para a educação, a assistência social e a literatura. Sua trajetória representa a busca por um sucesso que não se mede apenas em resultados financeiros, mas nas oportunidades criadas, nas vidas transformadas e no legado deixado para a sociedade.

Eloizo Durães durante o lançamento de sua obra "Eu Quero Ser Patrão", ao lado de jovens atendidos pela Fundação Gentil Durães, em Recife (PE).

Foto: Divulgação Pública enviada por Izabel Cristina jornalista
Fonte: Izabel Cristina, jornalista

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista Colunista

Jardim Presidente Dutra recebe Deputada Leci Brandão em Roda de Conversa com moradores

Foto: Divulgação Pública por Zenaide dos Santos S. Aguilar jornalista
Encontro realizado na casa de Edimilson e Sebastiana, no Jardim Andorinhas, reuniu lideranças, famílias e jovens para debater a representatividade das mulheres negras na política.

A comunidade do Jardim Presidente Dutra, em Guarulhos, recebeu no sábado, 29 de agosto, a deputada estadual Leci Brandão para uma roda de conversa com moradores da região. O encontro, realizado na residência de Edmilson e Sebastiana, na Rua Andorra, 59, no Jardim Andorinhas, reuniu famílias, jovens, lideranças comunitárias e convidados de outros bairros em uma tarde marcada por diálogo, cultura e acolhimento.

Mediada pela professora e ativista Sinhá Carvalho, reconhecida como importante liderança local, a conversa teve como tema central a presença e os desafios das mulheres negras nos espaços de poder. Durante o encontro, Leci Brandão destacou a importância da representatividade política e da participação popular na construção de políticas públicas mais próximas da realidade das periferias.

A deputada ressaltou que a ocupação de cargos políticos por mulheres negras ultrapassa a dimensão individual. Segundo ela, quando uma mulher negra chega a um espaço de poder, leva consigo as vivências da periferia, as demandas do povo e a força coletiva de quem contribuiu com sua caminhada.

A programação também contou com apresentações do Grupo Comuniarte, formado por jovens artistas da região. As performances emocionaram o público e foram acompanhadas com entusiasmo pela deputada, que destacou a potência, o talento e a criatividade da juventude periférica.

Além de Sinhá Carvalho, estiveram presentes lideranças comunitárias como Sandra Amorim, Duílio Fernandes e Lee, que reforçaram a importância da mobilização popular e da união entre moradores, organizações locais e representantes do poder público.

O ambiente de confraternização foi completado por um lanche coletivo, com caldos, bolos, sucos e refrigerantes oferecidos aos participantes. Mais do que uma agenda política, a atividade se consolidou como um momento de convivência, escuta e fortalecimento dos vínculos comunitários.

A mensagem que marcou o encontro foi de união e compromisso coletivo: “Juntas, somos mais fortes”. Para os moradores, a roda de conversa reafirmou que a proximidade entre representantes políticos e a população é fundamental para que leis, projetos e políticas públicas produzam efeitos concretos na vida das pessoas.

Deputada Estadual por quatro mandatos e uma das principais vozes da cultura popular e da luta antirracista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Leci Brandão encerrou a atividade agradecendo o acolhimento da comunidade e reforçando a alegria de estar ao lado de lideranças e moradores que atuam diariamente pela transformação de seus territórios.

O encontro terminou com sentimento de reconhecimento e esperança, além da expectativa de que novas rodas de conversa possam ampliar o diálogo entre a população do Presidente Dutra e seus representantes políticos.

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Yá Andreia Ty Yemonjá promoveu Homenagem a Leci Brandão em Francisco Morato

Foto: Divulgação Pública
Um café da tarde histórico idealizado por Ya Andreia de Yemonjá reuniu lideranças religiosas, empresários e a sociedade civil em Francisco Morato para celebrar a trajetória da artista e parlamentar. Quando a sabedoria ancestral, a expressão artística e a política institucional se sentam à mesma mesa, a transformação social ganha força e propósito. Foi exatamente esse o clima que marcou o encontro realizado no Instituto Ecoar, em Francisco Morato (SP): uma tarde inesquecível de homenagem à cantora e deputada estadual Leci Brandão.

Ya Andreia de Yemonjá, é Diretora fundadora do Instituto Ecoar, o café da tarde inovou o formato tradicional de celebração. O evento transformou-se em um mosaico vivo da diversidade paulista, reunindo em um só espaço lideranças religiosas de matrizes africanas (Yalorixás, Babalorixás e Ogãs), médicos, educadores, empresários e representantes comunitários vindos de diversas regiões do estado. "A proposta foi aproximar quem formula as políticas públicas de quem vivencia, no dia a dia do território, as reais necessidades em saúde, educação, cultura e direitos civis."

Arte e Memória: A Força da Madeira

Foto: Divulgação Pública
O ponto alto do encontro foi marcado pela entrega de uma obra singular: uma escultura em madeira esculpida especialmente para a ocasião pelo artista plástico e escultor Dário Najamerlinn. A peça simboliza o respeito e a gratidão a Leci Brandão, reconhecida por seus quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de São Paulo e por sua voz incansável na defesa da classe trabalhadora, dos terreiros e das comunidades tradicionais.

Diálogo Horizontal e Construção Coletiva

Mais do que homenagear, o evento consolidou o Instituto Ecoar como um polo articulador e centro de escuta ativa. Através da convergência do saber sagrado, técnico e comunitário, o encontro reforçou a importância do diálogo permanente entre os terreiros, o setor produtivo e o poder público,  sempre colocando o trabalhador e as demandas dos territórios no centro das decisões.

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar

Jornalista Colunista

Luciene Weiland: Viva Arouche: A Casa Respira História, Arte e Resistência

Foto: Divulgação Pública enviada por Izabel Cristina jornalista
No dia 22 de agosto, fui convidada pelo repórter e fotógrafo Roberto Esteves, sócio do Casarão Multicultural Espaço VivaArouche, na Rua do Arouche, 126, na República, em São Paulo, para fazer um registro fotográfico para compor sua exposição Mãos Negras é o Café, mostra esta, que celebra o legado ancestral de quem, historicamente, cultivou o café no Brasil. Foi ali, entre imagens que contam essa história por meio das mãos que a fizeram, que conheci Luciene Weiland, historiadora, cantora lírica e sócia de Roberto no Casarão. Ele mesmo fez questão de nos apresentar e pediu que ela me contasse sua trajetória. O que se seguiu foi uma conversa que, terminada a entrevista, se estendeu para um almoço: naquele dia, a casa havia preparado um cardápio especial para amigos vindos de São Paulo e de outros estados do Brasil. Fiquei. Era impossível não ficar, aquele lugar transmite vida em forma de arte. Esta é a história que ouvi!

De Campina Grande à Alemanha, e de volta ao Brasil

Luciene Weiland nasceu em Campina Grande, na Paraíba, onde cresceu entre as danças populares que marcam o Nordeste, o coco, a ciranda, manifestações fortes também em Pernambuco e Alagoas. "Essa força eu levo para a vida toda. Não consigo me sentir representada em um espaço sem coletividade. É preciso repartir conhecimento e experiências", disse. Formou-se aos 22 anos e logo deixou a Paraíba rumo a São Paulo, construindo sua trajetória com o apoio de muita gente pelo caminho. Historiadora de formação, viveu ainda na Alemanha, onde se casou e teve três filhas. Uma delas, ela perdeu tragicamente aos 25 anos, há três anos. É uma dor que Luciene carrega com serenidade e que, segundo conta, a aproximou ainda mais do valor do acolhimento: "Percebi a importância desse acolhimento após perder minha filha. O apoio dos amigos me fortaleceu muito."

Do casamento na Alemanha, hoje desfeito mas transformado em amizade duradoura, Luciene trouxe também um aprendizado estético que marcaria o resto de sua vida: o gosto pelo design, sobretudo pelo movimento Bauhaus. "Tenho duas cadeiras originais da Bauhaus e outras peças que fui reunindo ao longo da vida. Meu ex-marido, alemão, tinha grande apreço pelo design, e aprendi muito com ele", conta. De volta ao Brasil, Luciene encontrou o espaço que daria forma a tudo isso: um casarão histórico no centro de São Paulo.

Um casarão, uma paixão à primeira vista

"Quando vi o casarão, me apaixonei. Como historiadora, percebi o potencial do espaço", relembra Luciene. O imóvel já havia sido restaurado pelos herdeiros com a intenção de se tornar um coletivo de artistas e designers, nos moldes do que ela conhecera em Berlim, mas o projeto original não vingou. Foi Luciene quem assumiu o espaço, primeiro ocupando o andar térreo, onde antes funcionava um estúdio conduzido por cinco mulheres. Hoje, ocupa também o andar superior. Desde então, o casarão vem sendo palco de uma programação cultural intensa: lançamentos de livros, palestras, exposições. O Coletivo Preto já celebrou ali seu aniversário de nove anos; mais recentemente, o espaço recebeu uma mostra de esculturas de orixás em grande escala. Assim nasceu o Espaço VivaArouche, nome que veio quase por acaso, como um convite à própria vida. "Pensamos em um nome e dissemos: 'Vamos de VivaArouche!'. É a ideia de dar vida às coisas. Aqui tudo é colorido, bonito, harmonioso", explica.

O casarão e sua memória: Proveniente da Síria à Armênia

A construção é de 1905, anterior, inclusive, ao Teatro Municipal, referência arquitetônica mais antiga da região, inaugurado em 1911. A família que originalmente habitou a casa era síria, e ali permaneceu até 1977, quando o imóvel foi adquirido pelos atuais proprietários, herdeiros armênios, para quem cuidar da casa se tornou uma verdadeira paixão de família. Em frente ao casarão há outra casa, também bonita, mas sem tombamento, hoje ocupada por um partido político. Ao longo dos anos, o imóvel vizinho passou por diferentes formas de uso e ficou fechado por um bom tempo, até que dois irmãos, Fábio e seu irmão, assumiram o desejo, antes do pai, de reformá-lo. A obra, com investimento superior a um milhão de reais, seguiu uma visão europeia: galerias e grades de proteção, essenciais porque nada ali pode ser furado, cuidado indispensável, por exemplo, para preservar a arte de Roberto Esteves exposta no local. Até a instalação de uma pia no café exigiu tempo e cautela redobrados.

Ao final da reforma, artistas como Dias e Shine pediram para expor seus trabalhos na casa. Na entrada, uma escada com iluminação especial valoriza hoje todo esse processo criativo. Já dentro do piso original de peroba rosa do VivaArouche, muito deteriorado com o tempo, Luciene fez questão de cuidar pessoalmente da restauração: pesquisou orçamentos, foi até a Rua Florêncio de Abreu comprar máquina  de polimento e lixas adequadas e, com a ajuda de um amigo, realizou boa parte do trabalho manual, que mantém com carinho até hoje.

O café como memória e resistência

Foto: Divulgação Pública
No térreo do casarão, Luciene se uniu ao Repórter fotográfico, barista e produtor de café Roberto Esteves para transformar o ambiente em um café cultural. Mais do que servir a bebida, o espaço propõe uma reflexão sobre a presença negra na produção cafeeira e na arte, o mote da exposição que me levou até lá. "As pessoas entram e se deparam com o barista, que é produtor e artista. Ele criou uma exposição exatamente sobre o café e sua relação com mãos negras", contou Luciene. Para ela, cada peça exposta ali carrega uma trajetória, e é justamente essa ideia de representação coletiva que resume o espírito do VivaArouche. "As pessoas perderam identidade, principalmente com a tecnologia e as redes sociais. Aqui, qualquer um pode se sentir representado enquanto sujeito histórico", afirma.

Uma casa sem apoio governamental, por escolha

Apesar de sua relevância cultural, o VivaArouche segue há três anos sem qualquer apoio do poder público. Uma decisão deliberada, segundo Luciene: "Primeiro quis organizar a casa e mostrar resultados. É preciso ter responsabilidade intelectual ao buscar apoio cultural. Quando se utiliza verba pública, alguém está pagando por isso. Não pode ser qualquer coisa." Hoje, com o espaço consolidado, ela começa a atrair clientes e parcerias, sem abrir mão da visão crítica que sempre guiou o projeto.

Uma vida minimalista, um acervo generoso

Curiosamente, quem visita a casa particular de Luciene encontra pouquíssimos objetos: cama, geladeira, roupas. Todo o acervo histórico e artístico que ela reuniu ao longo da vida foi transferido para o espaço cultural, onde pode ser valorizado e compartilhado. "Sou gateira, tenho 20 gatos. Naturalmente, precisei adaptar minha vida e preservar o acervo aqui", brincou.

Uma equipe, uma família escolhida: O VivaArouche é sustentado por uma rede de colaboradores que Luciene descreve com carinho:

Nadia, gerente da casa, descendente de empreendedores e de uma família de costureiras, com quem Luciene se conectou através do projeto África Friends, do reverendo Djalma Rose. Hoje, Nadia comanda a curadoria da casa ao lado de outros curadores por vertente — música popular, exposições, entre outras. Xondara, mulher indígena de Manaus, com passagem por Belém, formada em pedagogia por meio dos projetos de incentivo à educação do governo Lula. Na cozinha, ela resgata uma ancestralidade profunda, transformando pratos tradicionais com ingredientes como inhame e amendoim, Roberto Esteves, sócio, repórter fotográfico, idealizador e curador da exposição Mãos Negras é o Café, Hussein Said Chahrour, escritor, diretor, cronista e roteirista. Curador do Casarão. Na cozinha, Xondara Munduruku ensina sobre as raízes dos alimentos, comparando o uso do amendoim e do grão-de-bico em civilizações antigas. No VivaArouche, a alimentação é tratada como elo com a ancestralidade: carnes de qualidade, queijos selecionados, nada de industrializados ou açúcares refinados,  um cuidado que Luciene diz carregar desde a infância na Paraíba, onde testemunhou o impacto dos agrotóxicos na vida e no meio ambiente.

Para Luciene, a casa também é sua família

Foto: Divulgação Pública
"Para mim, esta casa é o meu grande aporte", diz Luciene. Tendo perdido os pais e sem familiares em São Paulo, foi no VivaArouche que ela encontrou o que descreve como sua verdadeira família — não pelos laços de sangue, mas pelo acolhimento, pelo olhar, pela presença. "Esta casa pertence a todos nós. É um espaço de resistência, arte, memória e acolhimento para quem quiser somar forças à nossa luta",  resume.

O almoço que não estava nos planos

Terminada a entrevista, Roberto e Luciene me convidaram para almoçar: naquele dia, a casa havia preparado um cardápio especial para receber amigos de São Paulo e de outros estados do Brasil. Aceitei sem hesitar. Entre os pratos de Xondara, o café, a bebida cajuína, a exposição de Roberto e as histórias de Luciene, entendi na prática o que ela quis dizer sobre coletividade e representação.

À mesa, uma reunião de trajetórias vindas de diferentes cantos do país: 

Isabel Cristina, jornalista e presidente da AJEB Porto Velho, Rondônia, Ionei Oliveira, jornalista, CEO da Cooperativa Café Beija-Flor, na Chapada Diamantina, Bahia, Dr. Esdras Couto, médico, escritor e palestrante, Luciene Weiland, cantora lírica e CEO do Casarão Multicultural VivaArouche, Prof. Bernardo Jazen, CEO do Instituto Desenvolver, Zenaide dos Santos S. Aguilar, jornalista, autora, pedagoga social e arte-terapeuta em biojoias, Sônia Miquelin, idealizadora do Prêmio Internacional F.A.L.A.I, da A.C.I.MA no Brasil, Lu Braga, jornalista, José Eduardo, da OBME São Paulo, Yara Regina Franco e esposo. Foi diante dessa mesa plural, diante dos quadros  em exposição Entidades em Turquesa do artista plástico Vick Manvc, do café Beija flor, coado na hora, que o VivaArouche mostrou, na prática, o que Luciene chama de espaço de representação coletiva: jornalistas, médicos, produtores, expositores, educadores e artistas, de Rondônia à Bahia, reunidos em torno da mesma mesa no centro de São Paulo. O VivaArouche não é só um casarão restaurado, ele é, como ela mesma define, uma casa que resiste ao tempo e ao individualismo, e que segue de portas abertas para quem quiser somar forças à sua luta.

Por Zenaide dos Santos S. Aguilar Jornalista Colunista

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