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| Foto: Divulgação Pública gerada por IA |
O que dizem as personalidades
Depois do primeiro turno, aumentou a cobrança por posicionamento nas redes. Segundo o Metrópoles, Lula reuniu mais de 150 manifestações públicas de personalidades na véspera da votação, enquanto Flávio Bolsonaro recebia apoios mais pontuais. Em 9 de outubro, Anitta publicou um vídeo declarando voto em Lula, e afirmou que defende o presidente por acreditar que ele pode garantir democracia e oportunidades. Ela também criticou o uso de plataformas digitais para confundir o eleitorado e o acirramento do discurso de ódio, segundo a TMC.
Nos discursos de quem apoia Lula, dois eixos se repetem: democracia e soberania. Marina Sena ligou o seu apoio à autonomia e à soberania do país, e Manu Gavassi citou democracia, educação e o fim da escala 6×1, segundo o Polêmica Paraíba. Chico Buarque dirigiu um vídeo a quem não simpatiza com Lula, argumentando que o momento exige defender a democracia, conforme o Brasil 247. Antes do primeiro turno, 27 artistas, entre eles Caetano Veloso, Gilberto Gil e Alcione, gravaram o clipe “Bora Lula”.
O olhar internacional
Nas redes, páginas de fãs de artistas como Beyoncé, Anitta, Lady Gaga, BTS, Taylor Swift, Katy Perry e BLACKPINK ofereceram seus perfis à campanha de Lula, sob a hashtag #FandomsComLula. Entre elas está a @beyoncebrasilcom. Os grupos dizem agir pela democracia e para informar indecisos, sobre a importância da tomada de decisão quando se trata de uma decisão eleitoral tão importante. Bad Bunny permitiu que a campanha de reeleição do presidente Lula utilizasse “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, com adaptação para o português e incorporação de ritmo de forró. A peça foi divulgada em 23 de setembro de 2026 e tem como base uma faixa do álbum Debí Tirar Más Fotos, fonte veja.abril.com+2. A resposta internacional concentrou-se sobretudo em veículos de imprensa e analistas políticos, em pronunciamentos formais de governos estrangeiros em suas redes sociais. Segundo opiniões a escolha musical foi interpretada como uma forma do Presidente Lula de associar a soberania do Brasil ao repertório anticolonial de Bad Bunny e ao clima de atrito com o governo de Donald Trump. Fonte, lapresse+2.
Leitura política da composição eleitoral, mais canção, se repete em diversos veículos internacionais apontando que a adaptação transformou uma canção politicamente marcada em instrumento de crítica às interferências estadunidenses e de afirmação da autonomia brasileira, expressa na ideia de que o país não deveria ser tratado como área de influência de outra potência. Fonte, trtworld+1.
Destaques da cobertura, a fonte, France 24 caracterizou a música como um “hino anticolonial” e inseriu a composição no contexto da preocupação de parte do eleitorado brasileiro com o respaldo de Trump a Flávio Bolsonaro. Já o jornal canadense La Presse sintetizou o episódio como Lula “desafiando Trump ao som de Bad Bunny”, relacionando soberania, território, praias e terras raras, Fonte, lapresse+1.
Estratégia de comunicação
Veículos da América Latina e da Espanha enfatizaram que o uso da canção representou uma estratégia cultural da campanha, buscando aproximar a mensagem política oficial do eleitorado brasileiro por meio de uma referência musical de grande alcance popular.
Aqui está o mini texto com as fontes latino-americanas que trataram especificamente da autorização da canção para a campanha de Lula:
Estratégia de comunicação
Veículos da América Latina e da Espanha enfatizaram que o uso da canção representou uma estratégia cultural da campanha, buscando aproximar a mensagem política oficial do eleitorado brasileiro por meio de uma referência musical de grande alcance popular. A autorização foi confirmada pela equipe de Bad Bunny, que permitiu o uso e a adaptação de “Lo Que Le Pasó a Hawaii” para o vídeo eleitoral.
Entre as fontes latino-americanas que registraram a autorização estão:
- ANSA Latino América: informou que Bad Bunny autorizou a campanha de Lula a usar a canção em um vídeo centrado na defesa da soberania nacional e no controle dos recursos naturais.[ansalatina]
- Tiempo Argentino: confirmou que o músico autorizou o uso e a adaptação do tema para a campanha presidencial.[tiempoar.com]
- El Nuevo Día, de Porto Rico: noticiou que Bad Bunny autorizou uma versão da canção para a campanha de reeleição de Lula.[elnuevodia]
- TVN-2, do Panamá: destacou que a equipe do artista autorizou a utilização e a adaptação da obra para o vídeo eleitoral.[tvn-2]
- Caracol Radio, da Colômbia: caracterizou a faixa como uma canção de protesto ligada à identidade porto-riquenha e informou sua autorização para a campanha.[caracol.com]
- Prensa Latina, de Cuba: relatou que a equipe de Bad Bunny autorizou o uso da canção, incluída em Debí Tirar Más Fotos, para acompanhar a mensagem de Lula sobre soberania.[prensa-latina]
- Posta, do México: afirmou que a autorização foi confirmada pelo time do artista, sem que isso representasse endosso pessoal à candidatura.[posta.com]
- Canal 9, do Chile: noticiou que a campanha informou ter recebido autorização do entorno de Bad Bunny para empregar a canção na peça eleitoral.[canal9]
O outro lado
O apoio a Flávio Bolsonaro tem formato diferente. Amado Batista declarou apoio ao candidato, e Leonardo e Zezé Di Camargo fizeram manifestações associadas à campanha. Neymar e o ator Victor Fasano também estão com Flávio, segundo o Brasil em Folhas, e Fasano o vê como o único capaz de mudar o rumo do país. O influenciador Rico Melquiades criticou artistas pró-Lula, dizendo que buscam apenas lucro. A campanha de Flávio aposta mais em influenciadores políticos: o programa “Direita Já” tinha mais de 200 parceiros e 50 milhões de audiência combinada, segundo o Intercept, citado pela Gazeta do Povo. O Poder360 observa que a campanha não trata o apoio artístico como prioridade.
O que essa repercussão mostra
Esta parte é análise, e não fato apurado. Um convite a reflexão!
- Alcance é voto?
- Artistas e fandoms movem milhões de seguidores. Fama ajuda a pautar o debate, e ninguém sabe medir quanto ela muda (vira), o voto!
- Cobrança tem custo?
- Parte do público defende que artistas usem sua influência, e outra parte lembra que o voto é secreto, segundo o Brasil em Folhas. O recuo de Anitta mostrou a pressão digital sobre quem tem seguidores.
- A voz própria convence mais que a mensagem padronizada. Um vídeo em que o artista fala com as próprias palavras, como o de Chico, tende a pesar mais que perfis de fãs repetindo o mesmo texto. Sera?
- O espetáculo disputa a atenção.
- É o mesmo risco da foto do manifestante sem camisa: quando a imagem ocupa o lugar da causa, o debate se esvazia?
Política presencial e política digital
A rua e a rede fazem coisas diferentes. A Paulista, com a campanha falando em 1 milhão e o Poder360 calculando 261 mil de capacidade, e as 156 ações em 76 cidades criaram vínculo, presença e testemunho. As redes multiplicam o alcance, recrutam e dão ritmo à conversa. Mas o voto é presencial, e mais de 33 milhões de eleitores não foram às urnas no primeiro turno, segundo o Estado de Minas. Curtir, compartilhar e marcar presença online não equivale a comparecer em 25 de outubro. Lula chegou a pedir, em seu discurso na Paulista, que quem se absteve volte a votar, segundo a Mídia NINJA. "A rede chama, e a rua confirma". "A democracia só se completa quando a participação chega à urna".
Como acompanhar com cuidado
- Confira quem publica: veículo, jornalista, político ou perfil de fãs, assuntos de opiniões opostas, e verifique a veracidade dos fatos
- Desconfie de números de público sem fonte identificável; estimativas de organizadores e cálculos de capacidade não são contagens.
- Procure a postagem original e a data antes de compartilhar.
- Pergunte o que você está curtindo e compartilhando: quando sua opinião, não orna, com que o seu candidato fala e faz, seu debate público se esvazia.
E agora?
O segundo turno ainda não aconteceu, e o destino do Brasil permanece em aberto. O país pode ser arrastado pela polarização e pelo desmonte de suas conquistas — ou pode reencontrar, aos olhos do mundo, sua força como terra da democracia, da diversidade e da resistência. A resposta estará nas urnas, mas também na responsabilidade de cada um com o que escolhe propagar.
Perfis de mídia e política que repercutem o tema
Segundo levantamento da autora, feito em [DATA], os perfis abaixo publicaram no Instagram sobre o segundo turno das eleições brasileiras: @ajplus, @ajplusespanol, @aljazeera, @telesurtv, @infobae, @elheraldodemexico, @lapoliticaonline, @elsoberanomx, @radio10, @dqnoticias, @nexohispano, @emergentes.medio, @pensamientosur, @sur.global.tv, @globalsouthworldbr, @mais.quefandom, @carnavalstream, @kanseimagazine, @sovereign_media, @notiviral.oficial, @tugonewz, @politicaytacones, @dinamitasudaka, @maca_online, @telokwento, @arquitecdelpensar, @oveja_filosofica, @yessmorenor_, @elvincalcano24, @alejotoroant, @audreypulvar, @sergiorodriguezoficial, @samra.kassak, @carmenmayusa, @roguednc, @albienguma, @jamesnaylorgreen, @buenaventura.julia, @felifern4ndez, @el_gussi_official, @angulo.ac, @pablopadula, @osvaldoriosalonso,
Por Zenaide dos Santos S. Aguilar · Atualizado em 14 de outubro de 2026













